O Feminino Sagrado X o poder do patriarcado

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Deusa de Willendorf

Por Magali Marino

Nós mulheres temos uma longa história que merece ser pensada!

…Há milhares e milhares de anos anos atrás ocupávamos um lugar na civilização de Destaque, Força e Respeito. Éramos livres e tínhamos autonomia para fazermos nossas escolhas, não precisávamos lutar para sermos respeitadas, essa  era uma condição do Feminino.

Seria importante que as escolas incluíssem no seu repertório educacional como se deu o processo histórico do feminino, a relação da repressão e opressão da mulher como construção do sistema Patriarcal. Houve um tempo em que tínhamos nosso direito garantido à vida, ao corpo, à felicidade, a satisfazer nossos desejos e  necessidades sexuais , sem opressão ou alienações. Tínhamos direito da liberdade de vivermos nossa sexualidade sem intervenções das instituições de Poder- Foucaut.

Hoje, lutamos para termos aquilo que é condição humana: Respeito aos nossos direitos de Ser Mulher, Respeito ao nosso corpo, ao nosso Prazer Sexual!

Precisamos compreender onde se deu o processo da repressão sexual. Segundo pesquisa da Universidade de Chicago, liderada por Edward Laumann, quase 70% das mulheres nunca atingiram o orgasmo, por medo de libertar o seu corpo para viver a plenitude do gozo, isso em pleno século 21!

O Poder do Patriarcado aconteceu há mais de cinco mil anos atrás, quando se descobriu a participação dos homens na procriação. Antes não se sabia como a mulher chegava a gestar, pensava-se que era pela força dos ventos, pela força da lua, não se fazia uma associação do ejacular masculino com a gestação. Para a humanidade a gravidez era um poder solo das mulheres, por isso havia uma grande valorização e reverência ao sexo feminino – além de produzir um Ser no interior do seu corpo, ainda trazia a seiva do alimento para nutrir a sua cria. Era conferido às mulheres  autonomia e elevação espiritual, por isso eram as Deusas que comandavam o Universo, nesta época não se falava de deuses.

Arte rupestre: Deusa de Angkor

O processo do Poder Patriarcal tem início no término da civilização nômade,  quando os homens  se apropriam e delimitam as terras.  Até então, mulheres e homens eram livres na sua sexualidade, transavam para satisfazer seus desejos e necessidades – sem amor romântico!  Quando os homens  passam a ser donos das terras passam, também, a ser “donos” das mulheres, isso garantia  filhos consanguíneos, herdeiros  da mesma linhagem. Essa lógica de poder  restringe o direito da liberdade sexual das mulheres, diferente dos homens que continuavam a viver experiências sexuais com quantas mulheres desejassem.

É na Idade Média que esse Poder vem a se consolidar mais fortemente, onde o Estado e a Igreja determinam que o Sexo está restrito à procriação. O Gozo feminino  ocupa um lugar de constante  vigilância e  controle. Às mulheres confere o recebimento do esperma para utilização do seu útero que servirá para o processo gestacional. Foi esse processo histórico que deu início ao domínio masculino sobre as mulheres, onde a repressão leva à perda do poder e da autonomia do feminino. As mulheres passam a ser submissas aos poderes do patriarcado.

Essa é a nossa história e o início da cultura machista que infelizmente ainda tem muitas repercussões no formato da educação familiar na civilização ocidental. É importante que lutemos para que possamos ensinar aos nossos filhos e filhas que, nós mulheres,  temos os mesmos direitos de escolhas, que possamos ensinar que Liberdade Sexual e relação de Afeto é qualidade de vida, é SAÚDE, isso independe de gênero, etnia, classe ou cor

Pensa bem se não é um dever e obrigação das Mulheres e Homens lutarem pelo lugar do Feminismo!

SEJAMOS TODOS FEMINISTAS, como diz Chimamanda Ngozi Adiche, autora do livro com esse título

 

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    Magali Marino – Psicóloga, Psicoterapeuta Corporal em Análise Bioenergética, Sexóloga e Mestra em Design Estratégico.

     

11 thoughts on “O Feminino Sagrado X o poder do patriarcado

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