ENAMORAMENTO, AMOR LIBERTÁRIO!

           Eros e Psiquê

Por Magali Marino

Pensando em escrever, hoje, 12 de junho, em homenagem ao Dia dos Amantes ENamorados, escrevo sobre o Amor que Aprisiona e o Amor Libertário. Pensa comigo em qual dos Amores você se encaixa?

Todos nós sabemos que o Amor é um sentimento muito antigo! Mesmo antes de Eros e Psiquê (mitos da antiga Grécia), chineses, hebreus e mesopotâmios já tinham escritos sobre o amor. Esse sentimento  que não  controlamos  que nos enche de deslumbramento e felicidade, podendo  nos levar  no momento seguinte ao desespero, angústias e medos. Pessoas que deprimem, que matam e morrem em nome do dito Amor!

Em vários segmentos da vida ele aparece: nas músicas, nos poemas, na culinária, nas superstições. Amores das tragédias e dos encantamentos como: Romeo e Julieta, Tristão e Isolda,Orfeo e Eurídice, Abelardo e Eloisa, são exemplos de histórias que se perpetuam por séculos.

Quando nos apaixonamos a pessoa amada, no primeiro momento, toma um enorme tempo nos nossos pensamentos, assume um lugar de extrema importância. As lembranças dos gestos e carícias, que foram significativos, vem à memória como um desejo de fortalecer os sentimentos dos apaixonados.

Com o tempo, à medida que descortinamos os véus da paixão,  podemos viver um relacionamento mais real  sem perder, necessariamente, o Enamoramento, visto que esse não tem regras subscritas, leis ou ordens e sim a  essência do Cuidar.

A relação que permite que cada um viva o seu ritmo, na sua própria sintonia, terá grandes chances de experimentar uma dança harmônica, orquestrada pelo movimento do enamoramento.

O casal que vive no amor-aprisionado, deseja ter o controle das ações e pensamentos do outro, encarcera a liberdade e a essência do presente, relacionando-o ao passado e ao futuro. Quem aprisiona e quem é aprisionado, faz parte do mesmo jogo e do mesmo gozo.

No amor-enamorado o casal está desnudo de domínios, vergonha ou  pudor, simplesmente  entrega-se ao momento presente, sem expectativas de suprimento das suas faltas e sem o desejo de preencher o que é faltoso no outro.

Para que o amor esteja recheado de enamoramento é preciso sair da concha , abrir-se com o corpo e a alma de prazer, sem restrições, sem medo do abandono, sentir a experiência da entrega total e irrestrita. Entregar-se a si e ao outro com o coração e a pélvis aquecidos, sem controle da mente , mas com a consciência de si.

O amor enamorado é atemporal, pode durar algumas horas ou eternizar-se, não importa, estará sempre carimbado na memória dos amantes.

É o amor enamorado que leva o corpo a cunvulsões, sabendo que a rápida morte que se sente no desfalecimento do Prazer, será o aquecimento de momentos orgásticos que a vida promove às mulheres e aos homens que se  permitem enamorar.

Enamorar-se de si é a primeira regra do Amor, para se disponibilizar viver o Amor Libertário pelo outro. Não, não é fácil! É preciso construir na Estrada da Vida –     Desprendimento!

E aí, gostou da leitura? Manda o seu comentário, diz como você percebe o Amor.

Pra falar no particular é só escrever para o blogasmo@gmail.com

Um delicioso Dia para as Namoradas e Namorados!

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Magali Marino – Psicóloga, Psicoterapeuta Corporal em Análise Bioenergética, Sexóloga e Mestra em Design Estratégico.

6 thoughts on “ENAMORAMENTO, AMOR LIBERTÁRIO!

    1. Acredito muito que essa “rapida morte” que o orgasmo proporciona é a mais libertária forma de nos sentirmos Viv@s
      Gratíssima pela tua reflexão

  1. Belo texto Magali!!! Provocou em mim um sentimento de plenitude,de encantamento por mim mesma, primeiramente, para me deixar mais liberta, autoconfiante e convidada a amar o outro, descobrir o outro de uma maneira mais leve, apaixonante, e lúdica. Amar com humor ! Gratidão pelo texto.

    1. Que linda Lucinha as tuas palavras!. Fico imensamente grata pelo teu retorno reflexivo e sei o quanto de Amor tem dentro do teu coração para trocar com o outro!

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