A histeria e o gozo feminino

Eu já ouvi muitas mulheres serem chamadas de Histéricas, de forma preconceituosa, por se mostrarem mais extravagantes, mais ousadas ou mais sexualizadas. Foram os estigmas que levaram muitas mulheres para a fogueira na idade média. Eram chamadas de Bruxas!!!!!

Eu, particularmente, adoro ser Bruxa e conheço muitas ao meu redor, Mulheres Maravilhosasssssss!

As histéricas ( na idade média chamadas de espírito demôniaco), no final do século XIX e começo do século XX, abriram os caminhos da sexualidade feminina. A repressão sexual, ditada na época, levava essas mulheres a desenvolverem sintomas psicossomáticos corporais. Deixavam de andar ou de enxergar, paralisavam parte do corpo, enrijeciam o tônus muscular, entre outros sintomas. A medicina não encontrava o diagnóstico para a cura desses casos.

As histéricas eram mulheres não conformistas, pois o desejo pulsava em seu corpo ao mesmo tempo que era reprimido e deslocado. As doenças psicossomáticas encontravam nos sintomas a linguagem inconsciente da opressão ao seu gozo.

O CORPO em chamas gritava: EU QUERO GOZAR

O INCONSCIENTE em repressão, dizia: VOCÊ NÃO PODE

Freud identificava que o “grito”, através dos sintomas, estava relacionado à repressão do desejo sexual dessas mulheres, que tinham energia da libido ativa, o corpo vivo à experiência, por outro lado, sentiam muito medo dessa energia que se apresentava viva para a explosão.

Esse ainda é um grande sofrimento para muitas mulheres, na atualidade, que sentem o desejo sexual, a energia da libido pulsante, mas que pelas repressões e medo, tem dificuldades de chegar ao orgasmo, não se permitindo viver seu prazer, na hora da cama.

Um bom exercício para se liberar, é se tocar e descobrir os pontos de excitação do seu corpo. Se tocar sem medo, sem vergonha, sem recriminações, deixar as vozes de opressões para trás.

É muito gostoso saber do que o nosso corpo é capaz. Poder dizer o que gostamos e como queremos ser tocada – isso é libertador!

Ainda é muito grande o número de mulheres que não gozam, em pleno século XXI, com tantos outros avanços. Abrir os canais para as sensações do toque é permitir o encontro com a linguagem do gozo em nossos corpos.

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